Euro volta a subir após anúncio da reabertura do Estreito de Ormuz
A moeda europeia manteve-se ainda assim no patamar dos 1,17 dólares.
Pelas 18:01 (hora de Lisboa), o euro seguia a negociar a 1,1795 dólares, face aos 1,1772 dólares de quinta-feira.
O euro avançou face à libra e desceu em relação ao iene.
Os preços do petróleo caíram hoje mais de 10%, após o Irão ter anunciado que o Estreito de Ormuz está totalmente aberto durante o período restante do cessar-fogo com os Estados Unidos.
Por volta das 14:10 (hora de Lisboa), o preço do barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em junho, caía 10,42%, para 89,03 dólares.
Já o seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate, para entrega em maio, caía 11,11%, para 84,17 dólares.
O Irão decidiu abrir totalmente o Estreito de Ormuz à navegação comercial enquanto durar o cessar-fogo acordado com os Estados Unidos, anunciou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano.
"Em consonância com o cessar-fogo no Líbano, declara-se totalmente aberta a passagem de todos os navios mercantes pelo Estreito de Ormuz durante o resto do período de cessar-fogo", afirmou Abbas Araghchi numa mensagem nas redes sociais, na qual indicou que os navios seguirão a rota "coordenada e já anunciada" com a Organização Portuária e Marítima iraniana.
Presidente do Líbano. Nenhum acordo implicará perda de território ou de direitos
Aoun não especificou se se referia a futuras negociações com Israel. Mas referiu que o Líbano está a trabalhar para um acordo permanente após o cessar-fogo intermediado pelos EUA para pôr fim aos combates entre Israel e o grupo armado Hezbollah.
“Não permitirei, a partir de hoje, que um único libanês morra… pelos interesses de outros ou pelos cálculos de forças próximas ou distantes. Entre o suicídio e a prosperidade, o meu povo e eu estamos com a prosperidade e contra o suicídio”, disse Aoun.
O presidente realçou que o caminho das negociações com Israel vai continuar, apesar das críticas e dos ataques contra as conversações.
A mensagem de Aoun pareceu ser dirigida à base do Hezbollah no sul do Líbano, mas o apoio ao grupo continua forte nessa região.
As pessoas que foram deslocadas das suas casas testemunharam o exército libanês a evacuar as suas bases no sul do país à medida que os israelitas avançavam, enquanto os combatentes do Hezbollah permaneceram para enfrentar a invasão.
Negociador do Irão volta a mencionar portagens em Ormuz
Nabavian relacionou a abertura do estreito com o cessar-fogo no Líbano, apesar de Trump negar que os dois assuntos estejam relacionados.
Tanto Trump como as autoridades iranianas emitiram declarações contraditórias sobre o acordo para reabrir o Estreito de Ormuz e o entendimento mais amplo que está a ser negociado entre Washington e Teerão.
Nenhum dos países divulgou um texto oficial de qualquer acordo.
Teerão esclarece declarações de Araghchi sobre Ormuz
Citado pela agência de notícias semioficial Tasnim, Esmaeil Baghaei referiu que "a navegação pelo Estreito de Ormuz será permitida ao longo de uma rota pré-determinada pelo Irão".
"Se o bloqueio marítimo dos portos iranianos continuar, o Irão tomará medidas recíprocas", avisou ainda, lembrando que o Irão é "o guardião do Estreito de Ormuz" e que "demonstrará clemência quando necessário".
Trump. Não há "pontos de atrito" para acordo com o Irão
Estes comentários surgem após uma série de publicações do republicano na sua rede social Truth Social ao longo de toda a sexta-feira, nas quais celebrou o anúncio do Irão sobre a reabertura do Estreito de Ormuz e o fim do programa nuclear iraniano.
"O estreito vai ser aberto, já o abriram. E as coisas estão a correr muito bem", continuou a partir de Las Vegas durante uma breve entrevista.
Questionado sobre o porquê de ainda não ter anunciado um acordo após estas mensagens otimistas, Donald Trump respondeu que o quer "por escrito".
Estados do Golfo querem Irão condenado por ataques a telecomunicações e medidas de proteção
Desde o início da guerra no Médio Oriente, a 28 de Fevereiro, marcada por uma série de ataques dos EUA e de Israel contra o Irão, Teerão retaliou contra os aliados dos EUA na região atacando as suas instalações de telecomunicações.
Em resposta a estes ataques, os seis Estados-membros do Conselho de Cooperação do Golfo, juntamente com a Jordânia, enviaram uma carta aos membros da UIT, exigindo medidas para proteger as suas infraestruturas.
"Os ataques ilegais e não provocados levados a cabo pela República Islâmica do Irão, com recurso a mísseis e drones, visaram deliberadamente civis e infraestruturas civis em áreas densamente povoadas", incluindo os relacionados com informação e comunicação, refere a carta datada de 15 de abril.
Guterres. Reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irão é "um passo na direção certa"
Em comunicado, o português afirmou que “precisamos que o pleno restabelecimento dos direitos e liberdades de navegação internacional no Estreito de Ormuz seja respeitado por todas as partes”.
Acrescenta ainda que Guterres espera que “em conjunto com o cessar-fogo, esta medida contribua para criar confiança entre as partes e fortalecer o diálogo em curso, facilitado pelo Paquistão”.
Exortou também todas as partes envolvidas a agirem com "máxima moderação" e evitarem "qualquer ação que possa reacender as tensões ou pôr em perigo o frágil cessar-fogo atualmente em vigor".
"O desanuviamento deve ser acompanhado de medidas sustentadas que promovam a confiança mútua e lancem as bases para um apaziguamento duradouro", sustentou.
Retoma da produção de petróleo vai demorar, diz ministro das Finanças saudita
Al-Jadaan, que preside ao Comité Monetário e Financeiro Internacional (CMFI), que aconselha o Fundo Monetário Internacional, disse que alguns países seriam capazes de restaurar as suas capacidades de produção rapidamente, mas outros necessitariam de mais tempo, dependendo da extensão dos danos sofridos.
Al-Jadaan, que preside ao Comité Monetário e Financeiro Internacional (CMFI), que aconselha o Fundo Monetário Internacional, disse que alguns países seriam capazes de restaurar as suas capacidades de produção rapidamente, mas outros necessitariam de mais tempo, dependendo da extensão dos danos sofridos.
O maior desafio não era o quanto a produção de petróleo e gás natural poderia ser aumentada, mas sim se as seguradoras se sentiriam confortáveis em apoiar os envios e outras questões logísticas, disse numa reunião informativa durante os encontros de primavera do FMI e do Banco Mundial em Washington.
Ataque de drone israelita mata uma pessoa no sul do Líbano no primeiro dia completo de tréguas
Os relatos do ataque surgiram minutos depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter dito que os Estados Unidos tinham proibido Israel de realizar novos bombardeamentos no Líbano.
Marinha dos EUA alerta para ameaça de minas em partes do Estreito de Ormuz
"O estado da ameaça de minas do TSS não é totalmente compreendido. Considere evitar esta área", referiu o alerta enviado pela agência US NCAGS da Marinha dos EUA aos navegantes e visto pela Reuters.
O TSS refere-se ao chamado Esquema de Separação de Tráfego, que foi adotado pela agência de navegação da ONU em 1968 com o acordo dos países da região e criou um sistema de encaminhamento de navios que dividiu os corredores de navegação através das águas iranianas e omanitas no estreito.
EUA vão recuperar urânio do Irão, diz Trump à Reuters a um ritmo "tranquilo"
"Vamos resolver isto. Vamos entrar com o Irão, a um ritmo tranquilo, e começar a escavar com máquinas pesadas... Vamos trazê-lo de volta para os Estados Unidos", disse Trump durante uma entrevista por telefone.
Referiu-se à "poeira nuclear" e acrescentou que seria recuperada "muito em breve".
A menção de Trump à "poeira nuclear" é uma referência ao que acredita ter ficado depois de os Estados Unidos e Israel terem bombardeado as instalações nucleares iranianas em junho do ano passado.
Acredita-se que o Irão possui mais de 400 quilos de urânio enriquecido com até 60% de pureza. A questão do programa nuclear iraniano tem sido um dos pontos mais espinhosos nas negociações entre os EUA e o Irão.
Trump afirmou que um dos principais motivos para a guerra era impedir o Irão de obter uma arma nuclear. O Irão alega que o seu enriquecimento de urânio – um processo que produz combustível para centrais nucleares e ogivas nucleares, dependendo da sua duração – se destina estritamente a uma utilização civil pacífica.
Trump, visivelmente entusiasmado com a perspectiva de um acordo para pôr fim à guerra, disse que os EUA vão manter o bloqueio naval contra o Irão até que um acordo seja finalizado.
"Penso que o acordo será fechado muito rapidamente. Estamos a dar-nos muito bem com o Irão", disse.
Trump afirmou que serão necessárias mais negociações para chegar a um acordo e que estas terão lugar "provavelmente durante o fim de semana". Insinuou que "talvez" fosse a Islamabad assim que um acordo fosse assinado.
"Ainda não tomei essa decisão", disse.
Navios comerciais "sem pressa" de transitar por Ormuz
Uma empresa de transporte de petróleo e gás, que preferiu não ser identificada, disse à BBC que a declaração iraniana “não muda nada” para já.
“Não achamos que precisemos de correr riscos desnecessários, e a nossa política é não sermos os primeiros a atravessar o estreito”, afirmou.
Outra empresa, a Stena Bulk, que opera navios-tanque na região, diz estar a “monitorizar os destacamentos de perto”.
E afirmou, “a segurança da nossa tripulação e embarcações orienta todas as nossas decisões de rota, e não faremos a travessia até termos a certeza de que é seguro fazê-la”.
Trump proíbe Israel de atacar o Líbano
"Israel não vai bombardear mais o Líbano. Estão proibidos [escrito em maiúsculas] de o fazer pelos Estados Unidos. Já chega!", escreveu o líder norte-americano na sua rede social, Truth Social.
Donald Trump anunciou na quinta-feira um cessar-fogo de dez dias no Líbano, em vigor desde a última madrugada, no seguimento da primeira reunião entre representantes libaneses e israelitas em Washington, da qual saiu um acordo das duas partes para iniciarem negociações diretas de paz.
O cessar-fogo decorre sob garantias dos Estados Unidos, embora Israel invoque a prerrogativa de manter "o direito de tomar todas as medidas necessárias em autodefesa, a qualquer momento, contra ataques planeados, iminentes ou em curso".
O Governo libanês implementará pelo seu lado "medidas significativas para impedir que o Hezbollah" e qualquer outro grupo armado não estatal ataquem o território israelita, segundo os termos do acordo divulgados por Washington.
Ao abrigo do cessar-fogo, apenas as forças armadas e de segurança libanesas estão autorizadas a usar armas no país.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, avisou hoje que o seu exército "ainda não terminou o trabalho" contra o Hezbollah e que o seu objetivo de desmantelar o grupo xiita libanês, apoiado pelo Irão, "não será alcançado amanhã", após um mês e meio de uma campanha de bombardeamentos intensivos e operações terrestres no sul do Líbano.
Lusa
Estreito de Ormuz mantém-se fechado a navios de guerra, garante Teerão
Sobre a rota designada, o responsável disse à emissora estatal que esta decisão foi tomada pela Organização dos Portos e Assuntos Marítimos do Irão.
"As passagens de navios militares através do estreito de Ormuz continuam proibidas", declarou um alto responsável militar iraniano, citado pela televisão pública IRIB.
O militar insistiu que "apenas os navios civis" podem atravessar o estreito.
De acordo com a emissora estatal iraniana, citando o alto responsável militar, a passagem de embarcações militares pelo estreito de Ormuz continuará "proibida".
A reabertura do estreito, pelo Irão, foi anunciada pelo chefe da diplomacia de Teerão, Abbas Araghchi, que relacionou a decisão com o cessar-fogo no Líbano, em vigor desde hoje durante 10 dias.
"Em consonância com o cessar-fogo no Líbano, declara-se totalmente aberta a passagem de todos os navios mercantes pelo estreito de Ormuz durante o resto do período de cessar-fogo", disse Araghchi numa mensagem nas redes sociais.
Pouco depois, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tinha anunciado a trégua no Líbano, confirmou a reabertura do estreito de Ormuz, mas disse que se mantinha o bloqueio norte-americano aos portos iranianos.
Trump afirma que Irão concordou em nunca mais fechar o Estreito de Ormuz
Israel matou mais de 38.000 mulheres e raparigas nos bombardeamentos em Gaza
As mulheres e raparigas foram "vítimas dos bombardeamentos aéreos e das operações militares terrestres israelitas", denunciou a porta-voz da ONU Mulheres.
Mais de 38.000 mulheres e raparigas foram mortas em Gaza entre outubro de 2023 e o final de 2025, vítimas da ofensiva militar de Israel no enclave palestiniano, denunciou hoje a ONU.
As mulheres e raparigas foram "vítimas dos bombardeamentos aéreos e das operações militares terrestres israelitas", declarou em Genebra a porta-voz da ONU Mulheres, Sofia Calltorp, citada pela agência de notícas France-Presse (AFP).
Num relatório divulgado na cidade suíça, a ONU precisou que morreram 22.000 mulheres e 16.000 raparigas na ofensiva israelita de represália pelos ataques em Israel de 07 de outubro de 2023, liderados pelo grupo extremista palestiniano Hamas.
O número "representa uma média de pelo menos 47 mulheres e raparigas mortas por dia", disse Calltorp.
Seis meses após a entrada em vigor cessar-fogo de outubro de 2025, as mulheres e raparigas de Gaza "continuam a enfrentar riscos graves e persistentes", alertou a ONU, também citada pela agência de notícias espanhola Europa Press (EP).
A organização disse ter informações de que apesar do cessar-fogo, "os assassínios de mulheres e raparigas continuaram durante os últimos meses, o que reflete que as ameaças à sua vida continuam presentes".
No relatório intitulado "O custo da guerra em Gaza sobre mulheres e raparigas", a ONU informou também que cerca de 11.000 mulheres e raparigas sofreram ferimentos que resultaram em incapacidade permanente.
O organismo advertiu que o número de vítimas "é provavelmente mais elevado", dado que "muitos corpos continuam presos sob os escombros".
O colapso dos sistemas de informação de saúde também "limitou de forma significativa" a documentação sobre as vítimas da guerra no enclave palestiniano, segundo a ONU.
"O impacto da guerra nas mulheres e nas raparigas foi devastador", afirmou a diretora regional da ONU Mulheres para os Estados Árabes, Moez Doraid.
Além do elevado número de mortos, Doraid disse que "a guerra transformou as famílias, e dezenas de milhares de lares são agora chefiados por mulheres".
"Muitas delas enfrentam maiores dificuldades económicas e riscos mais elevados, ao mesmo tempo que suportam a carga total do cuidado e da sobrevivência", disse.
Doraid defendeu a necessidade de uma "aplicação total" do cessar-fogo, com "um cumprimento estrito das suas cláusulas, respeito pelo Direito Internacional, reforço da prestação de contas e proteção de mulheres e raparigas".
Exigiu também o "acesso à ajuda humanitária necessária, sem restrições".
Para Doraid, as mulheres e as raparigas "devem estar no centro da resposta e da recuperação, além de contarem com uma participação significativa na construção da paz e na reconstrução" em Gaza.
O território sob controlo do Hamas desde 2007, em rutura com a Autoridade Palestiniana que governa parte da Cisjordânia, sofreu uma grande devastação e viu-se mergulhado numa profunda crise humanitária por causa da ofensiva israelita.
As autoridades de Gaza, controladas pelo Hamas, elevaram na quinta-feira para mais de 765 os mortos desde o início do cessar-fogo, em vigor desde outubro passado.
Além disso, cifraram em cerca de 72.350 os mortos devido à ofensiva de Israel após os ataques de 07 de outubro de 2023.
Líbano reporta mais de dois mil mortos desde 2 de março
O Ministério da Saúde do Líbano informou esta sexta-feira que pelo menos 2.294 pessoas foram mortas e 7.544 ficaram feridas em ataques israelitas desde 2 de março, acrescentando que o número de vítimas ainda não é definitivo.
Trump rejeita ajuda da NATO no Estreito de Ormuz
O presidente dos EUA diz ter recebido um telefonema da NATO a oferecer ajuda no Estreito de Ormuz, mas Donald Trump diz ter recusado, pedindo-lhes para "se manterem afastados".
Itália considera "fundamental" a reabertura do Estreito de Ormuz
França e Reino Unido vão liderar missão para proteger a liberdade de navegação no Estreito
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, elogiou o anúncio da reabertura do Estreito de Ormuz e apelou a uma "unidade completa" e a um "acordo duradouro".
O primeiro-ministro afirmou que o Reino Unido vai liderar, juntamente com a França, uma missão internacional para proteger a navegação livre assim “que as condições o permitam, de forma estritamente pacífica e defensiva”.
Starmer adiantou que dezenas de países vão contribuir para esta missão, mas adiantou que mais detalhes serão anunciados na próxima semana.
Macron acredita que projeto da missão de segurança é "ainda mais legítimo" para "consolidar" a reabertura de Ormuz
Os mecanismos definidos pelo projeto de missão preveem "trazer segurança aos navios que transitam no Golfo".
"Na próxima semana haverá uma nova reunião em Londres, com trabalho diplomático e desconstrução do conflito, juntamente com os Estados Unidos e Israel".
França já apoiou com "mecanismos militares" franceses no estrangeiro.
Bloqueio naval dos EUA aos portos iranianos "permanecerá em pleno vigor"
Preços do petróleo caem mais de 10% com abertura do estreito de Ormuz
O equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate, para entrega em maio, caía 11,11%, para 84,17 dólares.
O Irão decidiu abrir totalmente o estreito de Ormuz à navegação comercial enquanto durar o cessar-fogo acordado com os Estados Unidos, anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano.
c/Lusa
Trump congratula-se com anúncio do Irão sobre a abertura do Estreito de Ormuz
Estreito de Ormuz reabre durante o cessar-fogo
"Em consonância com o cessar-fogo no Líbano, declara-se totalmente aberta a passagem de todos os navios mercantes pelo estreito de Ormuz durante o resto do período de cessar-fogo", afirmou Abbas Araghchi numa mensagem nas redes sociais, na qual indicou que os navios seguirão a rota "coordenada e já anunciada" com a Organização Portuária e Marítima iraniana.
Presidente do Irão afirma que Israel foi forçado a aceitar cessar-fogo no Líbano
O líder iraninano aproveitou para agradecer ao Paquistão pelo que chamou de esforços dedicados para ajudar a orientar a diplomacia, preservando "a dignidade e o orgulho do Irão".
O Irão "nunca procurou armas nucleares" e não quer instabilidade ou terrorismo na região.
Exército israelita vai manter todas as posições que "limpou e capturou" no Líbano
Além disso, as Forças Armadas Israelitas "mantêm e continuarão a manter" todas as posições que "conquistaram e capturaram".
Presidente do Irão agradece ao Paquistão por "papel eficaz" no processo de mediação
Kremlin saúda cessar-fogo entre Israel e Líbano apoiado pelos EUA
O Kremlin afirmou esta sexta-feira que acolhe com satisfação o cessar-fogo entre Israel e o Líbano, apoiado pelos EUA, e espera que ajude a evitar a repetição de confrontos militares.
Comissão Europeia prepara-se para eventuais falhas para a aviação mas diz que não há escassez de combustíveis
"A razão dessa preocupação é que as nossas refinarias cobrem cerca de 70% do consumo da UE, sendo o restante dependente de importações e, se a situação [de bloqueio] no Estreito de Ormuz persistir, a UE estará preparada para lançar uma possível ação coordenada no que diz respeito ao combustível de aviação", explicou a responsável, falando na conferência de imprensa diária da instituição, em Bruxelas.
Bruxelas diz estar "plenamente ciente de que o mercado de combustível de aviação está sob pressão e a ser monitorizado de perto" e lembrou que "a UE mantém reservas de emergência em conformidade com a legislação europeia e [que] estas podem ser libertadas se o mercado assim o exigir".
Presidente do Líbano considera cruciais as negociações diretas com Israel
Enviado dos EUA à Síria defende autocracia como único modelo viável na região
O enviado especial dos Estados Unidos (EUA) à Síria e embaixador norte-americano na Turquia, Tom Barrack, defendeu hoje que as autocracias são os únicos modelos políticos viáveis na região do Médio Oriente.
Para Barrack, o movimento de protesto e tentativa de revolução democrática naquela zona do globo, no início da década passada, "evaporou-se".
"Tudo o resto, aquela Primavera Árabe, desvaneceu-se e evaporou-se e os países que se vestiram com esse disfarce de democracia falharam", continuou, acrescentando que aquela parte do mundo "só respeita uma coisa: o poder. Porque, sem poder, é-se apanhado desprevenido e a Síria é um excelente exemplo disso".
Índia convidada por Reino Unido e França para participar na iniciativa de Ormuz
O estreito é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, responsável por 20 por cento do fornecimento global de petróleo.
Irão rejeita qualquer cessar-fogo temporário
“Não aceitaremos nenhum cessar-fogo temporário”, disse o vice-ministro, acrescentando que o ciclo de conflito “deve terminar aqui, de uma vez por todas”.
Sobre o Estreito de Ormuz, afirmou que a hidrovia permaneceu historicamente aberta, observando que, embora esteja localizada dentro das águas territoriais do Irão, é acessível há muito tempo.
Khatibzadeh acusou ainda os Estados Unidos e Israel de provocarem instabilidade na região, afirmando que as suas ações afetaram negativamente o comércio global e a economia em geral.
Preços do petróleo caem entre esperanças de desescalada no Médio Oriente
Pelo menos 13 mortos em ataques a tiro pouco antes da entrada em vigor do cessar-fogo
Negociações entre Síria e Israel "não chegaram a um impasse"
Pequim espera que cessar-fogo seja mantido “com responsabilidade”
Turquia, Paquistão, Egito e Arábia Saudita vão discutir formas de pôr fim à guerra com Irão
"Espera-se que a reunião inclua discussões sobre o desenvolvimento de soluções regionais para questões regionais, particularmente a guerra entre os EUA, Israel e o Irão, dentro da estrutura de uma abordagem de responsabilidade regional", disse a fonte.
Os ministros dos quatro países realizaram duas reuniões no âmbito dos esforços para intermediar o fim da guerra com o Irão. A Turquia, vizinha do Irão, tem mantido contacto próximo com os EUA, o Irão e o Paquistão, que funciona como mediador.
Petroleiro com pavilhão de Hong Kong passa em Ormuz
Autoridades libaneses a trabalhar para reabrir ponte importante destruída em ataque israelita
Leão XIV e Donald Trump. Do elogio à tirania
Há uma semelhança entre Leão XIV e Donald Trump - a nacionalidade. Mas apenas isso, pois o confronto verbal entre estas duas personalidades está a escalar.
As primeiras insinuações surgiram quando Leão XIV quando se pronunciou contra os nacionalismos, fecho de fronteiras e o levantar de muros e o ódio protagonizado pela campanha “América Primeiro”. Miguel Soares - RTP Antena 1
Hezbollah libanês ameaça estar "com o dedo no gatilho" em caso de violações israelitas
Em comunicado, o movimento pró-Irão afirmou ter realizado "2.184 operações militares" contra Israel e o exército israelita em território libanês durante os 45 dias de guerra.
"Os combatentes vão manter o dedo no gatilho porque temem a traição do inimigo", acrescentou o comunicado.
Primeiro-ministro paquistanês saúda cessar-fogo
"O Paquistão reafirma o apoio inabalável à soberania e à integridade territorial do Líbano e continuará a apoiar todos os esforços voltados para uma paz duradoura na região”.
Milhares de pessoas celebram cessar-fogo no Líbano e regressam a casa
Macron afirma que cessar-fogo entre Líbano e Israel "pode já estar comprometido"
J’apporte tout mon soutien au cessez-le-feu entre le Hezbollah et Israël tel que le Président Trump l’a annoncé hier.
— Emmanuel Macron (@EmmanuelMacron) April 17, 2026
J’exprime aussi ma préoccupation qu’il puisse d’ores et déjà être fragilisé par la poursuite d’opérations militaires.
Je demande la sécurité…
Regime reclama retirada das forças israelitas de território libanês
O porta-voz do Ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros, Ismail Bagaei, recebeu "com satisfação" o anúncio do cessar-fogo de dez dias, que entrou em vigor na quinta-feira à noite.
"Desde o início das conversações com diversas partes regionais e internacionais, incluindo as negociações de Islamabad, a República Islâmica do Irão tem sublinhado constantemente a necessidade imperiosa de um cessar-fogo simultâneo em toda a região, incluindo o Líbano", afirmou.
"Após as conversações de Islamabade, o Irão perseguiu este objetivo com a máxima seriedade", acrescentou o porta-voz, nos termos de um comunicado divulgado pela televisão iraniana Press TV.
Rangel no Líbano para anunciar apoio à educação de crianças deslocadas
O ministro português dos Negócios Estrangeiros reúne-se esta sexta-feira com o homólogo libanês, Youssef Raggi, em Beirute, para expressar solidariedade com o Líbano e anunciar apoio financeiro à educação de crianças deslocadas.
Fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros, citada pela agência Lusa, adiantou que a visita de Paulo Rangel estava a ser preparada há vários dias, coincidindo agora com o início do cessar-fogo entre Líbano e Israel.
Durante o encontro com o chefe da diplomacia libanesa, o governante português irá anunciar um apoio financeiro de 150 mil euros, no âmbito da UNESCO, destinado a apoiar a educação de dezenas de milhares de crianças afetadas pelo conflito, que já fez mais de um milhão de deslocados no Líbano.
O ministro já tinha anunciado, no mês passado, que Portugal faria uma contribuição extraordinária à UNESCO para apoiar a educação no país em guerra.
Reafirmar a “completa solidariedade” com o Líbano e expressar condolências pelas centenas de vítimas civis são outros objetivos da visita de Rangel ao país do Médio Oriente.
O ministro também deverá apelar ao “respeito integral” do cessar-fogo.
Cessar-fogo de dez dias
O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na quinta-feira que o homólogo libanês, Joseph Aoun, e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, acordaram um cessar-fogo de dez dias, em vigor a partir das 22h00 de quinta-feira (hora de Lisboa), e que o entendimento vincula o grupo xiita pró-iraniano Hezbollah.
O ministro português dos Negócios Estrangeiros saudou a trégua, instando as partes a respeitar o acordo e a soberania e integridade territorial do país, sob ataques de Israel há um mês e meio.
A atual escalada entre Israel e o Líbano começou a 2 de março, dois dias depois do início dos ataques de Israel e EUA contra o Irão.
O Hezbollah lançou rockets contra o norte de Israel, rompendo uma trégua anterior e levando este país a responder imediatamente com ataques aéreos contra o território libanês, incluindo Beirute.
Sobre o conflito, o Governo português tem condenado reiteradamente os ataques do Hezbollah e os de Israel, apelando a uma total cessação das hostilidades, que considera benéfica para a população do Líbano, mas também para o processo de cessar-fogo da guerra envolvendo o Irão e que corre sob a mediação do Paquistão.O ministro português já tinha visitado Beirute em 12 de fevereiro do ano passado, tendo sido então o primeiro chefe de diplomacia a reunir-se com o novo primeiro-ministro, Nawaf Salam, e o novo ministro dos Negócios Estrangeiros naquela altura.
Segundo a agência das Nações Unidas para as migrações (OIM), mais de um milhão de pessoas foram deslocadas por este conflito, com mais de 141 mil atualmente alojadas em mais de 700 centros coletivos em todo o país.
O custo humano "tem sido devastador", com mais de duas mil mortes, ataques a instalações e profissionais de saúde e a destruição de estradas, pontes, casas e outras infraestruturas críticas, de acordo com a OIM.
c/ Lusa
Guterres “saúda papel dos Estados Unidos”
- Com o cessar-fogo entre israelitas e libaneses já em vigor, o secretário-geral das Nações Unidas veio apelar a “todas as partes” para que observem a trégua de moo integral. “O secretário-geral saúda o anúncio de um cessar-fogo de dez dias entre Israel e o Líbano e elogia o papel dos Estados Unidos na sua facilitação”, afirmou em comunicado o porta-voz de António Guterres, Stéphane Dujarric. A ONU manifesta a expectativa de que a suspensão dos bombardeamentos “abra caminho a negociações”;
- O cessar-fogo entrou em vigor à meia-noite no Líbano, 22h00 em Lisboa. O exército libanês alertou, ainda assim, os deslocados do sul do Líbano, território mais fustigado pelos bombardeamentos israelitas contra posições do Hezbollah, para os riscos de regressarem às suas casas. Isto por causa de ataques intermitentes reportados já após o início da trégua;
- A Agência Nacional de Notícias do Líbano noticiou bombardeamentos israelitas nas localidades de Khiam e Dibbine menos de uma hora após a entrada em vigor do cessar-fogo. As Forças de Defesa de Israel garantem estar a investigar relatos de bombardeamentos e disparos de artilharia no sul do Líbano;
- O Hezbollah continuou a disparar rockets contra cidades e comunidades do norte de Israel até ao início da trégua;
- Segundo o Departamento de Estado norte-americano, o acordo proíbe Israel de levar a cabo ações militares ofensivas no Líbano. Contudo, o Estado hebraico reserva-se o direito de se defender “a qualquer momento contra ataques planeados, iminentes ou em curso”;
- O Hezbollah, movimento xiita libanês conotado com o regime iraniano, avisa que quaisquer ataques das Forças de Defesa de Israel terão resposta. O movimento pediu também cautela face ao que descreveu como hábito histórico israelita de “quebrar pactos”;
- O acordo foi anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que disse ter conversado com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o presidente libanês, Joseph Aoun, convidando ainda ambos para “conversas significativas” na Casa Branca;
- O conflito entre Israel e o Hezbollah matou mais de 2.100 libaneses e deslocou mais de 2,1 milhões;
- Benjamin Netanyahu referiu-se ao cessar-fogo como uma oportunidade “histórica” para a paz, embora se tenha recusado a retirar suas tropas do sul do Líbano durante a trégua: “Permaneceremos no Líbano numa zona de segurança ampliada. É onde estamos e não sairemos”;
- O porta-voz do Ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros, Esmail Baghaei, saudou também o cessar-fogo, enfatizando que este fazia parte do acordo original entre Irão e Estados Unidos, mediado pelo Paquistão.
Negociações entre EUA e Irão podem ser retomadas no fim de semana
A diplomacia de Donald Trump acelera e o próximo destino pode ser o Irão.
Foto: Graeme Sloan - EPA
Trump acredita que é possível chegar a um "bom acordo", desde que o regime iraniano renuncie, definitivamente, ao desenvolvimento de armas nucleares.
Netanyahu aceita trégua de Trump mas exige fim do Hezbollah
Benjamin Netanyahu confirmou o cessar-fogo de dez dias anunciado pelo presidente americano Donald Trump, mas deixou um aviso: a trégua só terá sucesso se o Hezbollah for desmantelado.
Foto: Ronen Zvulun - Reuters
Turquia acusa Israel de desestabilizar o Médio Oriente
Recep Tayyip Erdogan endurece o tom e coloca Israel no centro da instabilidade regional.
Foto: Necati Savas - EPA
Guerra com o Irão já custou 28 mil milhões de dólares aos EUA
Até ao cessar fogo que começou na semana passada, a guerra com o Irão já custou aos norte-americanos 28 mil milhões de dólares. São cerca de 24 mil milhões de euros.
Estados Unidos ameaçam Teerão com retomar da guerra
Os Estados Unidos estão prontos a retomar a guerra com o Irão se não houver acordo sobre as exigências feitas pela Casa Branca. O secretário da Defesa avisou que o actual bloqueio do Estreito de Ormuz é aplicável a todos os navios de portos iranianos e vai manter-se o tempo que for necessário.
Trump anunciou cessar-fogo de dez dias entre Israel e Líbano
Concordaram em iniciar um cessar-fogo de 10 dias às 22 horas, embora não tenha especificado qual dia começaria.